Eu

Me chamo Canoi Gomes de Aguiar, sou um desenvolvedor de softwares brasileiro.


Trabalho principalmente com jogos digitais, seja no desenvolvimento dos jogos em si, seja no desenvolvimento de ferramentas e motores de jogos. Inclusive meus projetos pessoais vão muito em cima do desenvolvimento de sistemas baixo nível (gráficos, áudio, packaging, etc) e multiplataforma. O que acaba indo de encontro com o que venho trabalhando profissionalmente nos ultimos anos, que é com Engenharia de Porting para Consoles. É possível encontrar meus projetos pessoais no meu github, e agora estou desenvolvendo ativamente no codeberg.


As principais linguagens de programação que utilizo são C e Lua. Quase todos os meus projetos giram em torno delas. No meu site principal tem mais detalhes sobre as outras ferramentas e linguagens com as quais eu trabalho. A ideia aqui do blog é ser um espaço mais pessoal.

Além da programação, que é minha profissão e também meu hobby, eu também tento sempre explorar outras atividades fora do computador. Então gosto de desenhar e pintar, tocar violão, pedalar, mais recentemente também estou tentando recuperar o hábito de leitura.

Já vi alguns relatos de outros desenvolvedores sobre essa questão do tato, do sentir o mundo físico, já que o trabalho no computador é extremamente visual e auditivo. Mas o nosso único meio de interação com o virtual é por meio de periféricos, é o máximo que conseguimos sentir (tocar). Todo nosso trabalho e criação ficam dentro de uma máquina, não dá para acessá-los fisicamente. Não atoa estamos na constante busca pela imersão, com luvas para “sentir” o digital, ou emuladores de cheiro. Uma vez li um texto do Bob Nystrom, que também é programador, falando sobre sua experiência com o crochê e incentivando sua prática por outros programadores, no texto ele fala algo interessante sobre a customização dos teclados por parte dos programadores:

It’s no surprise that some programmers fetishize keyboards. It’s just about the only part of programming that has any physical sensation at all.

A defesa do texto dele é bem interessante, vai exatamente no sentido que falei anteriormente, de nosso trabalho digital ser muito pouco tangível para nós. Então ele faz exatamente um incentivo do crochê para outros desenvolvedores, pois é uma forma de gastarmos energia fazendo coisas que tem um resultado mais tangível, algo que se materialize no mundo físico, que possa estimular nossos outros sentidos para além da visão e audição, que é basicamente no que se limita nossa experiência digital.

Nesse sentido, se você estiver lendo isso também incentivo procurarem atividades livres fora do computador, seja uma atividade social ou não, o importante é explorar as nossas outras sensações, respirar um pouco de ar, sentir a grama, a terra, tentar sentir um pouco do mundo em si, e não por relações mais mediadas do que as que já temos.