Textos de Filosofia Social e Política

Textos de Filosofia Social e Política

Esse semestre eu paguei a disciplina de Filosofia Social e Política, que é uma das matérias introdutórias do curso de Filosofia às suas áreas distintas, no caso aqui a Filosofia Política. Junto da Lógica, é uma das áreas que mais me desperta o interesse.

É uma disciplina que o próprio conteúdo é instigante, pois é onde nós conseguimos ver a gênese do pensamento político. Hoje, exatamente por perder esse elo da origem do pensamento, é que vemos muitas pessoas falando de política numa mera reprodução de discurso (principalmente liberal/neoliberal), como se fosse tudo natural. Na filosofia, vemos que essa própria “naturalidade” da forma de ser do homem é um pensamento que é passado adiante pela tradição filosófica, é algo construído, isso é muito interessante. Nessa disciplina obviamente não tivemos tempo para nos aprofundar nos autores estudados, e muito menos tivemos tempo para ver outros pensadores que não fossem os já consolidados na ementa do curso, que geralmente são os hegemônicos na maioria dos cursos.

Como na maioria das disciplinas dos cursos de graduação, Filosofia Política também é dividida em 3 unidades, onde em cada uma delas, estudamos autores diferentes.

Primeira unidade

Na primeira unidade, começamos com Aristóteles e Nicolau Maquiavel, estudamos sobre o estatuto de política para cada um deles, sobre a natureza humana e sobre quem é que tem o direito de fazer política (como sempre, homens com algum capital econômico/social). Disso nos foi proposto escrever um trabalho destacando e comparando os pensamentos dos dois autores segundo o seguinte enunciado:

1. Considerando o homem como “naturalmente feito para a sociedade política” (Aristóteles, 2006, p.14) explique o pressuposto ético da natureza humana e as diferentes ordens da virtude, contemplando os seguintes elementos:
	(a) a concepção organicista da sociedade política;
	(b) a organização da família e da cidade;
	(c) a natureza do Bem como finalidade de toda ação e o Bem da cidade;
	(d) a condição indissociável entre a parte e o todo;
	(e) os diferentes gêneros de virtude na composição do Estado (Cidade).
	Valor: 5,0
2. Qual o estatuto da natureza humana nas ordens da concepção do Bem em Aristóteles e Maquiavel considerando as respectivas perspectivas:
	(a) da “lei natural”;
	(b) da “verità effetualle”.
	Valor: 2,0
3. Descreva o estatuto da distinção entre as ordens moral e política no “Principe” de Maquiavel considerando as noções:
	(a) de “verità effetualle”;
	(b) de “virtú”;
	(c) de “fortuna”.
	Valor: 3,0

Segunda unidade

Na segunda unidade, nós estudamos os contratualistas, ou pelo menos os principais deles, Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau. O pensamento dos três é caracterizado como contratualismo exatamente pela natureza do mesmo, de que há uma diferença entre o homem no estado de natureza para o homem civil, e que essa passagem é sempre marcada por um contrato social entre os homens. O trabalho sugerido foi exatamente o comparativo entre o pensamento dos três autores, destacando suas semelhanças e diferenças.

Acerca do contratualismo em Hobbes, Locke e Rousseau disserte e compare nestes autores:

1. A natureza humana e o estado de natureza.
2. A origem e os termos do pacto.
3. O caráter do Contrato e os estatutos da Sociedade Civil e do Estado.
4. A condição da propriedade na ordem civil.

Terceira unidade

Por fim, finalizamos com dois autores mais próximos da contemporaneidade, que são Karl Marx e Michel Foucault, a temática principal do trabalho foi da concepção de poder para ambos, que é o elemento principal que une o pensamento dos dois autores, porém não se limitando a isso.

Acerca das concepções de poder e de sociedade em Marx e Foucault disserte sobre estes autores:
	1. A concepção do poder.
	2. As perspectivas de continuidade e descontinuidade histórica.
	3. A caracterização da sociedade.
	4. A diferença dos estatutos da revolução (Marx) e da resistencia (Foucault).

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